Lojas da Havan deverão ter cartaz informando que funcionários são livres para formar suas próprias convicções políticas, determina Justiça

  • 24/09/2026
(Foto: Reprodução)
R$ 30 milhões: Havan e Luciano Hang são processados pelo MPT-GO por assédio eleitoral As lojas das Havan deverão fixar um comunicado a todos os funcionários informando-os que são livres para formar suas próprias convicções políticas. A medida foi determinada pela Justiça do Trabalho de Goiás, em uma ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) após um caso de assédio eleitoral. O caso aconteceu no final de agosto, quando, durante a inauguração de uma unidade da rede em Caldas Novas, no sul de Goiás, o empresário Luciano Hang fez um discurso para funcionários criticando a proposta em debate nas eleições sobre o fim da escala 6x1. O MPT entrou com uma ação civil pública contra ele e a rede varejista pedindo pagamento de R$ 30 milhões por dano moral coletivo. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O g1 procurou a assessoria de imprensa da Havan, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Em um posicionamento anterior, Hang havia pontuado que a Justiça "não pode ter lado", nem "prejudicar quem gera empregos no país" (leia a nota completa ao final da reportagem). Em sua decisão liminar, em caráter de urgência, a juíza Glenda Maria Coelho Ribeiro, da 14ª Vara do Trabalho, determinou que o comunicado sobre liberdade política seja feito em até cinco dias, contados a partir de quarta-feira (23), data da sentença. O texto deverá estar público até 26 de outubro, dia seguinte ao do segundo turno das eleições. R$ 30 milhões: Havan e Luciano Hang são processados pelo MPT-GO por assédio eleitoral Divulgação/Havan LEIA TAMBÉM R$ 30 milhões: Havan e Luciano Hang são processados pelo MPT-GO por assédio eleitoral Justiça proíbe manifestações políticas de Luciano Hang em unidades da Havan Trabalhador que precisava andar 1 km para ir ao banheiro deve ser indenizado, determina Justiça A magistrada determinou que o comunicado deverá conter o seguinte texto: "A HAVAN S.A., em cumprimento a decisão da 14ª Vara do Trabalho de Goiânia proferida na Ação Civil Pública 0001728-03.2026.5.18.0014, comunica a todas as pessoas que lhe prestam serviços que são inteiramente livres para formar a própria convicção sobre qualquer proposta legislativa, candidatura ou partido e para votar como entenderem, e que nenhuma escolha política acarretará consequência alguma no contrato de trabalho. Nos dias 4 e 25 de outubro de 2026 fica assegurada a liberação para o voto, pelo tempo necessário ao deslocamento, à fila e ao sufrágio, nunca inferior a quatro horas contínuas dentro do horário de votação, sem prejuízo salarial, sem compensação e sem registro desabonador. Denúncia de assédio eleitoral pode ser dirigida ao Ministério Público do Trabalho, pelo sítio eletrônico mpt.mp.br, e a este Juízo, nos autos do processo acima." Além do comunicado, a Justiça proibiu que Hang faça manifestações políticas nas dependências das lojas. A medida inclui a não manifestação de conteúdo político-eleitoral em reuniões, treinamentos, vídeos ou em canais institucionais da empresa. Em caso de descumprimento, o empresário terá que pagar uma multa de R$ 50 mil por evento ou publicação de conteúdo. Na ação, o MPT também pediu à Justiça que Luciano Hang publique um vídeo se retratando publicamente sobre a sua conduta ilícita, naquela ocasião de Caldas Novas. A juíza, no entanto, entendeu que primeiro é necessário que o empresário seja ouvido porque o conteúdo de um eventual vídeo anteciparia o mérito da ação, que ainda não foi julgado. Leia a nota da defesa de Luciano Hang: "A Justiça não pode ter lado. A Justiça não pode ser parcial e prejudicar quem gera empregos no país. Tenho direito de dar a minha opinião. Foi exatamente o que fiz durante a inauguração em Caldas Novas. Eu estava falando sobre a liberdade de poder trabalhar, que o emprego é sinônimo de felicidade e sobre a importância de trabalhar para conquistar seus objetivos. Nesse contexto, expressei minha opinião sobre uma proposta que está sendo discutida no país. Não falei de candidato. Não falei de partido. Não pedi voto para ninguém. Não determinei em quem ninguém deveria votar. Apenas falei o que penso. Desde que me manifestei publicamente, em 2018, vivo situações como essa. Quando um empresário se posiciona, fala o que pensa e defende o caminho que acredita ser melhor para o Brasil, passa a ser perseguido. Não posso abrir mão da minha liberdade de expressão. Muito menos aceitar que uma opinião seja transformada em assédio eleitoral. Respeito o Ministério Público do Trabalho e respeito a Justiça. Mas também precisam respeitar quem gera emprego, investe no país e acredita no Brasil. Afinal, vivemos em uma democracia ou ela só vale quando concordamos com o que é dito?" 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/09/24/lojas-da-havan-deverao-ter-cartaz-informando-que-funcionarios-sao-livres-para-formar-suas-proprias-conviccoes-politicas-determina-justica.ghtml


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